Sabe quando dizem aquelas coisas como: "tudo se resolve"? Pois é. Resolve mesmo.
Quinta-feira, Novembro 26, 2009
Quarta-feira, Novembro 25, 2009
Agora a conclusão: a vida se aglutina.
By Luiz Cotta
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O que determina se algo é extraordinário, se a gente vive grandão ou pequenininho, é o modo como enxergamos os fatos e a maneira como nos tornamos disponíveis pra eles.
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... e se a gente enxergar direitinho, botando bastante reparo, vai ver que tem um monte de detalhes que tiram as coisas mais simples do ordinário. Chega a ser idiota, né? Todo mundo já falou disso. É exatamente do que tô falando! Subestima não: "Que texto corriqueiro! Quão desgracioso!" Antes, cuida sempre pra que ele não tenha mesmo nada de novo.
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Muito bom, tão bom, mas tão bom que NADA. Nada tenho a dizer, que não repetir: A vida se aglutina.
Domingo, Novembro 22, 2009
Quarta-feira, Novembro 18, 2009
Imperdível!!!
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Segunda-feira, Novembro 16, 2009
Falar é Fácil!
Difícil mesmo é abrir cada gaveta emaranhada pra buscar por um bilhete do sucesso e não fechar de novo, porque amanhã você procura de novo porque hoje é melhor nem mexer. Difícil é deixar o conforto da cama no horário bem cedo pra levantar mais cedo ainda e fazer outra coisa, que não somente o que deveria ser feito, estabelecido por você mesmo. Difícil é não ter preguiça, não ter sono, não ter angústia, não sofrer porque engordou. Difícil é dizer que não, nada haver, “o que interessa mesmo é a beleza interior” e acreditar nisso no fundo do seu coração. Difícil é não querer ser importante, famoso, reconhecido. Difícil, também, é sair da capa do anonimato quando a chamada é de responder “presente, vida, eu sou assinzinho mesmo”. Difícil é não fumar quando se fuma e quer parar e dói algum sentimento. Difícil é dizer que não dói quando dói tudo, até o dedinho do pé, quando lá dentro machuca. Difícil é viver sem reclamar. É achar que ta sempre tudo bem, que o dinheiro lhe basta, que as unhas descascadas estão OK, que o pão murcho da padaria agrada, que pessoas morrem e nascem todos os dias e nada disso incomoda. Então é difícil mesmo é ser assim, alheio ao mundo, autista por querer e, pior, tentar, todos os dias se convencer disso. Difícil é levar tombo. É quebrar a perna, a cara, o quadro de paisagem. Difícil é deixar seu rádio de subconsciente ligado á noite zumbindo no seu ouvido. Mais difícil é lutar para sua razão acreditar que eram apenas sonhos. Difícil olhar para as estrelas e não querer fazer um pedido, um gênio da lâmpada, um anjo, um milagre. Uma coisa qualquer de fora. Difícil é ser assim como é, sem estampa, com todos os fatos, atos e condições de nome defeito. Ser assim, arrogante, careta, careca, bobo, inocente, vulgar, catador de melecas do nariz, soltador de puns, medroso, melodramático, previsível e: perfeccionista, lógico. Difícil ser isso tudo de cara limpa, de peito aberto, sem esconderijos na alma, sem subterfúgios de ego. É difícil isso tudo e ser bacana, admirado, agradável aos gregos e aos troianos. Aos africanos, aos indianos, aos pobres, aos ricos, aos políticos, aos vermelhos, brancos, amarelos, pretos, pardos, poetas e franceses. Difícil é isso tudo sem machucar, sem cutucar, sem abrir fendas, feridas e conceitos. É difícil ser gente grande e ser gente pequena. Difícil se desprogramar. Difícil desorganizar, entrar em pane, sacrificar matéria prima do desmontar: o que dói. Difícil definir o que realmente dói. Difícil entrar pra dentro, sair do fora, virar casulo de borboleta e ver suas gosmas nojentas em petrificação. É difícil olhar pro seu espelho e não virar as costas. É difícil ser você, ser a gente. E ser agente da mudança que nunca teve coragem de continuar pensando quando lhe vem à mente.
Falar é fácil! Difícil é ser. Experimentar é medonho e, tendo uma caminha no confortável lá debaixo dos caracóis, mais fácil deixar pra lá. Largar mão. Desconectar.
Se falar é fácil, e muito fácil, falar para os outros é facílimo! Dizer pra si é arrebatador. Mas aí vê-se que sua bisavó tinha razão quando já dizia que depois da tempestade... Experimentar chutar a porta com o dedão do pé é prova de que, depois do curativo que se dá, o alívio é evento consequência.
Se difícil, então, é chutar a porta e rasgar o dedo do pé na metade, fácil é olhar lá dentro da ferida. E assim descobre sangue, pus, ossos, a agudez, a raiva, a porta malvada, os xingamentos, as culpas dos outros. E as suas. Passada a fase do outro, começa a fase você. E aí, não tem como fugir por muito tempo. Hora ou outra vê.
Que se fizer o caminho INVERSO - o "sucesso" que sai da sua boca ir ao coração... Ah! Lembra-te da sua bisavó!
Terça-feira, Novembro 10, 2009
Quarta-feira, Novembro 04, 2009
Por incrível que pareça...
É. Pode ser incrível, inacreditável, inédito (nem tanto...), impossível e improvável... Mas eu ando sem tempo!
Deve ter mais ou menos um mês (resolvi não gastar meu tempo com matemática) que minha vida mudou. Passei a ser minha própria chefe! Cuidar do meu horário, dos meus afazeres, dos meus descansares, dos meus à toas, dos meus compromissos e submissos mundanos. E, desde então, tenho experimentado coisas maravilhosas!
Voltei a correr. Comecei a produzir Silvia Gommes, fui buscar meu filho no inglês, levei minha avó no dentista, cuidei de coisas descuidadas, fui ao banco, almocei, dormi, parei de sentir aquela terrível dor de cabeça, reduzi imensamente a quantidade de cigarros por dia, cerveja (pouca cerveja) me deixa "zureta", faço compras, faço bicos, conheci melhor o trabalho e a dinâmica da Mina do Chopp (teoricamente e na prática), me preocupei com coisas mais "mundanas". É certo de se dizer: eu tava afastada da realidade, que é bem mais dura, crua, bela e encantadora do que bater cartão. Vejo o sol, vejo a lua.
Desde este marco, produzi mais e melhor, pensei com mais maturidade nas coisas da vida. Pensei em dinheiro, em namoro, em filho, em família... Pensei em trabalho e não em emprego. Pensei em mim. E como disse outro dia ao meu amigo Xandovisk: "ainda não sei ao certo o meu foco, exatemente pra onde ir, mas desde que as coisas desinflaram e me deram espaço pra pensar, consigo, ao menos, descartar o que não quero mais". Pois bem. E ele completou: "você tinha isso, aquilo, aquiloutro e aquilômetro, tudo ao mesmo tempo e agora não tem nada, agora é tempo de ter você!". É, amigo. Hora de Carol, Carolina, Bahasi, Girassol, atriz, escritora, megalomaníaca, amiga, mãe, filha, neta, namorada, produtora, ouvinte, Hora de EU.
Muito bom. Meus dias tem sido impressionantes! Hoje fiz um teste de elenco (ninguém ligou ainda!), mandei e-mails, participei da segunda etapa de um processo seletivo, repensei a idéia de trabalhar final de ano em shopping, comprei matéria prima para o bolo diet da festa surpresa da minha mãe, marquei reuniões, trabalhei muito! Corri. Amanhã vou cuidar de um amigo enfermo enquanto trabalho (sem bater cartão, AÊ!), vou correr, aguardar algumas respostas, dar alguns telefonemas e por aí vai...
Agora escrevo por hábito, pra não perder o meu prestígio de anônima e autônoma, mas ando mesmo sem tempo. Muita coisa e muito trabalho. Sim. Por mais incrível que possa parecer.
Notícias no twitter, e-mail e, de vez em quando, blog (este ou nos outros dez) - é... agora tenho mais um blog secreto (segredo secreto que só eu sei...).
Sem saber que essa revira-e-vai-volta seria tão boa para os meus pulmões, só agradeço.
Eu peço a Deus pra ser só feliz...
Mas fazer o quê?
Ele tem mania de exageros!
No mais, GERAIS! E aquele abraço a quem deve ser abraçado.
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