quinta-feira, fevereiro 19, 2009

O meu canto, o meu chorar...

"Por toda a minha vida vi minha mãe morrendo por resolver os problemas dos outros..."
Espero melhorar antes que meu filho seja maduro o suficiente pra dizer isso um dia. Preciso melhorar isso.
Este blog é divulgado no meu currículo, nos meus sites, orkut, msn, contatos pessoais... Mas ele é, quando precisa ser, o mais eficiente dos diários secretos, onde deposito o que quiser e deixo a chave em cima da escivaninha com uma setinha com a inscrição "leia". Então NÃO ESPERO QUE NINGUÉM ENTENDA, CONCORDE ou me agrida. Porque hoje e agora, este blog é só meu depósitos de merdas que precisam urgentemente sair de mim. E só.
O problema é que vivo tão somente os problemas da vida dos outros que posso até, um dia, começar a deixar de existir. Por não viver Carol.
Claro que não vou deixar niguém na mão. Mas me acabo, me estrupio, me sugo, me dôo, me esfrego, me entrego. Por vezes até ajudo. Mas tô cansada de saber que as pessoas é que resolvem seu problema. Nunca sou eu. No máximo alivio. No máximo.
Meu estoque de bateria tá zerado. E será que o mundo entende isso, Carolina? (aó, óh, ficando louca!). Não, Carolina, o mundo não entende isso e nunca vai entender... Seus amigos talvez. Mas para o mundo eu posso estar com chiliquezinho... Posso ser uma dondoca porque estou falando da minha insatisfação sem ter levado um tiro na cara ou morar debaixo da ponte. Posso ser só uma mulher madura que 'ainda não viu que cresceu' e o tempo passou e eu não vou à aula amanhã porque estou mal...
Talvez me arrisque me expondo assim. Afinal, que inteligência emocional, hein, Carolina? Que coisa é esta de energia, de não dormir, de não comer, etc.? Marcou um Psicanalista? Psiquiatra? Não estarás num quadro depressivo? É coisa boba, não é fraqueza, não, Carolina. Toma um antidepressivo como se fosse um antibiótico que cuida da sua infecção de gargante. Melhora e passa. A diferença é que são neurotransmissores...
Não (sem enfática). Não porque sou psicossomática, somatizadora além da conta. Se acreditar, por exemplo que tudo isso se trata de uma áura negra eu acabo me batizando no Vegetal. Se acreditar que tenho depressão, me darei o direito do chora e da dor ao exagero. EU NÃO TENHO TEMPO PRA ISSO.
Enquanto me estrangulo aqui, as pessoas dormem, se cuidam, se alimentam, cicatrizam e vão à aula amanhã. Eu fico com falta de ar e cheia de lamúrias que pesam meu pescoço, minha nova fonte de dor.
Perdi, por algum tempo, minha garra, meu desrespeitos com as leis da física quântica e até, e pior, meu encanto pela curiosidade. Murchei. Nem uma rosa de papel murcha. Mas hoje, pele e osso, vomitei minha bilis em letras aqui no blog. Tava passando mal.
Por isso não vou á aula. Médico mandou ficar de repouso e CUIDAR DE VOCÊ, CAROLINA!

2 comentários:

  1. Presente vindo de outro Continente:

    Onde Deus possa me ouvir

    Sabe o que eu queria agora, meu bem...?
    Sair chegar lá fora e encontrar alguém
    Que não me dissesse nada
    Não me perguntasse nada também
    Que me oferecesse um colo ou um ombro
    Onde eu desaguasse todo desengano
    Mas a vida anda louca
    As pessoas andam tristes
    Meus amigos são amigos de ninguém.
    Sabe o que eu mais quero agora, meu amor?

    Morar no interior do meu interior
    Pra entender porque se agridem
    Se empurram pro abismo
    Se debatem, se combatem sem saber

    Meu amor...
    Deixa eu chorar até cansar
    Me leve pra qualquer lugar
    Aonde Deus possa me ouvir

    Minha dor...
    Eu não consigo compreender
    Eu quero algo pra beber
    Me deixe aqui pode sair.

    Adeus...

    Vander Lee

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  2. Aline Verde15:51

    Hora de se cuidar mesmo...

    Ainda bem que vc seguiu o que o médico prescreveu!

    Lembre-se que esse consultório funciona 24 horas por dia, até durante o carnaval.

    Bjs Te amo!

    Verde

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