quinta-feira, setembro 13, 2007

Tentativa de Auto-Ajuda

E quando acontece de sua vida virar uma bagunça e todos os seus rumos se submergirem ao léu?

Acontece isso e não se sabe, claramente, pra onde se vai, para onde se quer ir, com quem, se só, se vai...

E aí você se apega a coisas mais fáceis, mais tangíveis, menos interativas. Porque pensar começa a ficar angustiante. E aí você corre muito ouvindo MP3, assiste muita TV sem achar graça, toma muita cerveja sem gosto... Ás vezes você até consegue pintar, escrever, ler, produzir algo, ter boas idéias... Mas estas são atividades que exigem contato com o seu dito “eu interior”. São, portanto, raras.

Uns chamam de “inferno astral”, “transtornos do humor”, “tormenta”, “provações”, “fases” – vago demais.

E quando acontece de nenhuma destas definições vestirem o momento e nenhuma delas se encaixar perfeitamente no “agora”? Porque você está simplesmente “perdido”. Não se aplicam metodologias, técnicas, 5 s, terapias de ordenação conceitual, rezas. E você nem pode se apoiar em temas como: “depois de uma tormenta sempre vem a calmaria, a abundância, a paz de espírito, ou seja lá o que couber no contexto”. Porque você nem sabe se é “tormenta”. Você está tão perdido que não sabe ao certo quando é que tudo isso começou ou quando é que começou a percebê-lo. Só sabe que já foi diferente na cronologia da sua vida, mas se sente tão embolado nos “fios da meada” que chega a pensar que pode ter sido sempre assim. E não sabe nem se tem solução, até porque não sabe se é um problema.

Pode chegar à beira da loucura se questionar muito tudo isso (isso o quê, né?). Tem dias que você nem quer pensar que “isso” existe, mas continua vivendo, não tem jeito. – ESCLARECIMENTO: Nada psicótico, psicodélico, melancólico, depressivo, dark a ponto de tirar a própria vida ou provocar seu auto-flagelamento, não – Você só está “perdido”. E tão completamente perdido que não sabe mais do que se perdeu ou se foi perdido ou se não achou alguma coisa. Resume-se, apenas, a “estar perdido”.

Você começa a colocar à prova coisas básicas como: quem sou, do que gosto, do que não gosto, o que quero, se quero, se sou... Aí não sabe nem se vale mais à pena pensar ou coexistir assim. – LEMBRETE: Nada psicótico, psicodélico, melancólico, depressivo, dark... – E você pára.

Vê vagamente as paredes falsas de um labirinto construído de algodão, papel. Mas você ESTÁ chumbo. Está perdido.

Filosoficamente freudiano, platônico. Fora trabalho, filho, estudo, família, relações amorosas, amigos, inimigos, tempo, dinheiro, sucesso, pessoas, cobranças, TV a cabo, romances, documentários, celulares, escadas, redes, viagens e tudo mais que você quer fazer, acha que quer fazer, tem que fazer, não quer fazer.

Não cabe em você.

É isso. É quando não cabe em você que acontece o “estar perdido”.

Um comentário:

  1. gostei de te "ler", gostei de te rever.
    a gente se encontra pela "encruzilhada".

    Paz, tudo de bom!

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