E essa gente cara pintada
Que finge perdão e sorri tristeza
Gente que não sabe de nada
Cara de pau, destreza
Gritam palavras mudas
Me faço de palhaço
Visto um salto
Calço um abraço, trago
Derrete...
Desfaz sempre, sempre que faz
Analogia constante
Contraria
Dúvida distante
Resposta mais pergunta
Qual é a tua? Cama? Cana?
E a cerveja? Pinga, maconha?
Desencana!
Um belo dia eu resolvi mudar
Achar que era tudo diferente
Achar casa de rato na parede
Quem sabe a gente se entende
Pintar a cara da casa
A parede com mão de guache
Fazer bagunça
Montar um forte apache
E quem dera a verdade lá fora
Na favela, no hospício
Num canto qualquer
Do meu vício
E um belo dia vou me encantar
Vou fazer o que dá
Me deter, me perder
Me casar
Agora ainda é blues
Ainda é truco na esquina
Buraco quem sabe
E pose de gatinha
Vaidade.
Pura, mesma, a vaidade
Simples a homogeneidade
Não sabe de cor
Não sabe de idade
E cada um que se levante
Que a vaidade não te ataque
Se jogue em cima da pedra
Porque isso também é charme
Quem dera poder gritar isso bem poeta
Desfilar verdade por pura vaidade
Felicitar a todos por sua dignidade
Ah, mas essa tal sociedade...
Me faz, por favor, um refrão
Porque enquanto não hino o poema
Vou ficar aqui vaidosa
Poeta e fazendo cena.
Uma crítica à imbecilidade do homo sapiens que vive de costas pro espelho e de frente pro passado, de braços cruzados, vestindo suas roupas de menino enquanto passa pela janela o samba popular...
quinta-feira, março 30, 2006
Cara Pintada
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Que seja no bar
ResponderExcluirQue seja no altar
Eu quero ir com você...
Eu quero me atirar!
Haha, tentei um refrão =)