quinta-feira, março 30, 2006

Cara Pintada

E essa gente cara pintada
Que finge perdão e sorri tristeza
Gente que não sabe de nada
Cara de pau, destreza

Gritam palavras mudas
Me faço de palhaço
Visto um salto
Calço um abraço, t
rago

Derrete...

Desfaz sempre, sempre que faz
Analogia constante
Contraria
Dúvida distante

Resposta mais pergunta
Qual é a tua? Cama? Cana?
E a cerveja? Pinga, maconha?
Desencana!

Um belo dia eu resolvi mudar
Achar que era tudo diferente
Achar casa de rato na parede
Quem sabe a gente se entende

Pintar a cara da casa
A parede com mão de guache
Fazer bagunça
Montar um forte apache

E quem dera a verdade lá fora
Na favela, no hospício
Num canto qualquer
Do meu vício

E um belo dia vou me encantar
Vou fazer o que dá
Me deter, me perder
Me casar


Agora ainda é blues
Ainda é truco na esquina
Buraco quem sabe
E pose de gatinha

Vaidade.

Pura, mesma, a vaidade
Simples a homogeneidade
Não sabe de cor
Não sabe de idade

E cada um que se levante
Que a vaidade não te ataque
Se jogue em cima da pedra
Porque isso também é charme

Quem dera poder gritar isso bem poeta
Desfilar verdade por pura vaidade
Felicitar a todos por sua dignidade
Ah, mas essa tal sociedade...

Me faz, por favor, um refrão
Porque enquanto não hino o poema
Vou ficar aqui vaidosa
Poeta e fazendo cena.


Um comentário:

  1. Anônimo11:55

    Que seja no bar
    Que seja no altar
    Eu quero ir com você...
    Eu quero me atirar!

    Haha, tentei um refrão =)

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